Vale fecha acordo de US$ 1 bi com a Mosaic por ações da Fosfertil
12 de fevereiro de 2010

A Vale informou que fechou um contrato de opção de compra com a Mosaic, no valor de US$ 1,03 bilhão, tendo por objeto ações de propriedade da Mosaic emitidas pela Fertifos e Fosfertil. De acordo com comunicado da Vale na noite da última quarta-feira, o contrato de opção - fechado por meio da subsidiária Mineração Naque S.A. - faz parte do processo de aquisição de 100% do capital da Bunge Participações e Investimentos (BPI), anunciado no final de janeiro.

O contrato concede à Naque o direito de adquirir participação de 20,27% no capital social da Fosfertil, correspondendo a 27,27% das ações ordinárias e 16,65% das ações preferenciais. "O exercício do contrato de opção está sujeito a determinadas condições, dentre as quais a efetiva aquisição do negócio de fertilizantes da Bunge no Brasil", informou a nota.

A Vale informou ainda que o preço de exercício do contrato de opção com a Mosaic utilizou o mesmo preço por ação, US$ 12,0185, acordado junto à BPI, Fertilizantes Heringer, Fertipar e Yara para a aquisição de suas participações diretas e indiretas na Fosfertil.

Após a conclusão da aquisição das participações, a Vale deterá 78,90% do capital da Fosfertil, correspondendo a 99,81% das ações ordinárias e 68,24% das ações preferenciais, informou a empresa. O preço total a ser pago pela aquisição de 78,90% do capital da Fosfertil é de US$ 4 bilhões.

"Uma vez concluída a aquisição das participações mencionadas, a Vale lançará uma oferta pública obrigatória para comprar as ações ordinárias remanescentes detidas pelos acionistas minoritários da Fosfértil, 0,19% do total, pelo mesmo preço por ação acordado com a BPI, Heringer, Fertipar, Yara e Mosaic", informa comunicado.

A Vale também fechou contrato com a Mosaic para aquisição de uma planta de processamento localizada em Cubatão (SP), por US$ 50 milhões. A planta tem capacidade nominal para produzir 300 mil toneladas métricas por ano de superfosfato simples, o nutriente fosfatado mais consumido no Brasil.

Nova aposta

O diretor-executivo de Finanças da Vale, Fábio Barbosa, informou ontem que a compra da Fosfertil é uma aposta da mineradora no crescimento dos biocombustíveis e da demanda por proteína animal em países emergentes. "O Brasil e a China são as maiores fontes desta demanda", afirmou. O executivo revelou que a empresa não tem planos de entrar no segmento de nitrogênio, outro produto do setor de fertilizantes.


DCI - Diário do Comércio & Indústria

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