Acompanhe o cultivo da soja no MT, MA e no PR
18 de janeiro de 2010

A colheita da soja já começou em alguns Estados. Em outros, as lavouras estão chegando no ponto. Saiba como anda a situação em Mato Grosso, no Maranhão e no Paraná.

Há algumas safras não se via o campo tão lindo, tão vigoroso e tão farto no Paraná. O desenvolvimento das plantações surpreendeu até mesmo os produtores rurais que sempre esperam o melhor das lavouras.

Desde quando a soja foi plantada o tempo só tem ajudado o produtor rural. É chuva na hora certa e sol o bastante para a plantação crescer bonita. O resultado se vê de longe.

Os agricultores maranhenses semearam 413 mil hectares de soja. São 10% a mais que no ano passado. O agricultor maranhense gastou bem menos para fazer o plantio este ano e a chuva na hora certa trouxe novo ânimo para o cerrado.

O agricultor José Rauber confere o volume de chuva na plantação. Foram 38 milímetros numa só manhã. “Estava meio úmido embaixo da soja ainda. Aí, com essa chuva é bom demais”, disse.

Quem também está satisfeito é o produtor Marcos Schuch, que plantou 950 hectares. São 50 a mais do que no ano passado. Ele aumentou o tamanho da lavoura com as economias que fez na compra dos insumos. “Em geral os químicos estão mais baixo que o ano passado, o preço. A gente gasta um pouco menos agora e vamos esperar que sobre na hora de colher”, disse.

No campo, o movimento é grande. As máquinas não param de abastecer os caminhões com a colheita da soja precoce em Mato Grosso. A variedade corresponde a 60% dos nove mil hectares na fazenda em Sinop, no norte do Estado.

“Tem de soja precoce, semi-precoce e tardio. Assim, conseguimos espichar o prazo de colheita. Começamos em janeiro e vamos até março colhendo”, explicou Roberto Negrini, gerente da fazenda.

No mesmo ritmo da colheita está o movimento nas rodovias no Estado. Naquelas que não são asfaltadas os problemas já começaram aparecer. Há barro e carga pesada. O resultado são atoleiros.

O motorista tenta, mas o caminhão não sai do lugar. A situação causa atraso, prejuízos na viagem e uma tonelada de arrependimento. “É a primeira e a última vez que passo por aqui. Não tem condição. Não tem um recurso, não tem uma máquina, não tem nada. Você fica no meio do nada. Não aparece ninguém. Não tem ninguém do Estado. Não tem nada. Agora, tem de esperar a boa vontade dos outros para ver se tira a gente daqui”, reclamou o motorista Maurivan Santos.

Essa é a situação da MT-220, rodovia estadual que liga o município de Juara até a BR-163, no norte de Mato Grosso. Com o período das chuvas, além dos atoleiros, aparecem os buracos. Alguns cortam a pista de um lado ao outro.

O movimento de caminhões deve aumentar na estrada nos próximos dias. Se nada for feito, a situação ficará bem pior. É motivo de preocupação para os agricultores.

O secretário de Infraestrutura de Mato Grosso, Vilceu Marchetti, informou que os trabalhos para reparar as estradas devem começar nesta segunda-feira. As patrulhas rodoviárias, que fazem esse serviço, ainda estão em férias.


Globo Rural

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