Produtores estão perdendo lavouras por causa das fortes chuvas
12 de janeiro de 2010

As chuvas tiveram inicio no último mês de setembro na Região Norte de Mato Grosso, quanto que a previsão seria nos meses de novembro e dezembro. As fortes chuvas estão deteriorando as estradas vicinais, o que pode comprometer o inicio do ano letivo, agendado para começar após o carnaval no município de Peixoto de Azevedo. A situação está se agravando na zona rural, onde centenas de produtores rurais estão impossibilitados de escoarem a produção, devido à precariedade das estradas.
 
 Os assentamentos rurais Antonio Soares, Vida Nova I, Planalto do Iriri e Vida Nova II, estão sendo os mais castigados pelas fortes chuvas. Cerca de 560 famílias de pequenos produtores rurais, estão vivendo com a falta de estradas e pontes. Em algumas localidades, as pontes de madeiras foram destruídas pela força das águas. Os rios e riachos transbordaram e provocaram a deterioração das pontes e bueiros. “Essa situação está nos preocupando” acrescentou o prefeito Sinvaldo Brito.
 
 O prefeito municipal Sinvaldo Brito (PP), já pediu a sua equipe técnica para elaborar um relatório minucioso da situação, e que será apresentado para ele, nesta terça-feira (12/01), quando decidirá se irá decretar, ou não “Estado de Emergência no município de Peixoto de Azevedo”. “Estamos avaliando todas as possibilidades e não descartamos que seja decretada emergência” ponderou Sinvaldo Brito.
 
 O Rio Peixoto, já subiu cerca de 14 metros, conforme informações dos técnicos da Agencia Nacional de Águas (ANA), que estão acompanhando a dramática situação provocada pelas fortes chuvas em Peixoto de Azevedo. Na semana passada, o secretário municipal de Administração e Obras, Roque Borges, esteve fazendo uma vistoria na zona rural, em alguns trechos o secretário Roque Borges, foi impedido de passar, devido à enchente dos córregos e do Rio Peixoto. “Nunca vi situação parecida a essa. Estamos vivendo num estado de emergência constante” declarou Roque Borges.
 
 A Secretaria Municipal de Obras destinou parte dos maquinários para a zona rural, para fazer um “trabalho paliativo emergencial”, alguns trechos, onde a situação é mais critica. “Várias pontes não estão suportando a força das águas, e estão rodando. Produtores estão ficando ilhados” finalizou Sinvaldo Brito.
 

 

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