Paraná pode colher safra recorde de soja
27 de novembro de 2009

A safra de grãos de verão do Paraná 2009/2010 é estimada em 20,5 milhões de toneladas ou 25% a mais que a anterior. O levantamento foi divulgado ontem pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A redução das chuvas em novembro permitiu o avanço do plantio. O destaque em produção é a soja que deve saltar de um volume de 9,3 milhões de toneladas para 13,3 milhões de toneladas.

O chefe do Deral, Francisco Carlos Simioni, disse que os principais motivos que devem levar ao aumento da produção de soja são a comercialização ruim do milho e a recomposição da produtividade média de 2,3 mil quilos por hectare para 3 mil quilos por hectare. Além disso, a soja é vista como uma alternativa para a produção de biodiesel, caso o mercado se mostre compensador para o produtor. O volume a ser colhido é o recorde dos últimos cinco anos. Além disso, essa cultura teve um aumento da área plantada de 9% e passou de 4,016 milhões de hectares para 4,385 milhões de hectares.

Outra cultura que deve ter aumento de produção é o feijão, que possivelmente terá um salto de 420.496 toneladas para 534.177 toneladas, o que significa uma elevação de 27%. Simioni lembrou que na safra 2008/2009 o feijão foi muito prejudicado por seca e chuva. Com a queda no preço e as perdas que tinham ocorrido anteriormente, os produtores reduziram em 12% a área plantada de 369.948 hectares para 324.943 hectares.

A previsão é que o milho tenha queda de 1% na produção de 6,579 milhões de toneladas na safra 08/09 para 6,521 milhões de toneladas. A área, neste ano, está 27% menor e houve uma redução de 1,268 milhão de hectares para 923.423 hectares. ""O mercado de milho não está tão favorável como o de soja"", disse Simioni. Enquanto o preço médio da saca do milho está na casa dos R$ 15, a soja é comercializada a R$ 41 a saca e a previão para fevereiro e março gira em torno de R$ 38 a R$ 40. A diminuição das exportações brasileiras do grão e o programa de etanol dos Estados Unidos resultam em muita oferta do produto no mercado interno e, como consequência, em queda de preços.

Para Simioni, com resultados positivos na safra de verão, na segunda safra de feijão e milho e na safra de inverno, o Paraná tem a possibilidade de alcançar uma produção de grãos de 30 milhões de toneladas. ""A expectativa é que haja aquecimento do mercado interno e dos grandes mercados consumidores como China, Índia, Estados Unidos e Rússia"", destacou. Outro fator que pode ajudar no desempenho da agricultura é a retomada no nível de emprego no País.


Folha de Londrina
Autor: Andréa Bertoldi

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