Grupo discutirá desenvolvimento de tecnologias para que carros poupem combustível
25 de novembro de 2009

Além de anunciar a prorrogação da redução de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros com motor flex e a álcool, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, divulgou a criação de um grupo de trabalho para discutir o desenvolvimento de novas tecnologias para o setor automotivo.

O grupo será formado por representantes dos Ministérios da Fazenda, do Meio Ambiente, de Ciência e Tecnologia e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Segundo Mantega, o grupo trabalhará em conjunto com fabricantes para estimular a introdução de tecnologias que poupem combustível.

O ministro disse que uma das metas do grupo de trabalho é estimular a adoção de carros híbridos (movidos a combustível e energia elétrica), além de incentivar o uso de energias renováveis, como biocombustíveis. De acordo com ele, o grupo trabalhará pelo estabelecimento de uma estratégia de longo prazo, que estimule a fabricação de veículos ambientalmente corretos após o fim das reduções de impostos.

– As desonerações, de fato, são medidas de curto prazo, mas o grupo de trabalho dará tempo para que o setor automobilístico desenvolva tecnologias no médio e longo prazo – afirmou o ministro.
Para Mantega, as medidas são importantes para que o Brasil mantenha a posição privilegiada no desenvolvimento de tecnologias que respeitem o meio ambiente.

– O Brasil é um dos pioneiros na preocupação ambiental. Fomos o primeiro país a desenvolver etanol e o motor flex. A questão ambiental sempre foi um elemento chave no país – observou ele.

O ministro negou, ainda, que o governo pretenda diminuir ou reduzir a zero impostos sobre o material escolar, medida anunciada mais cedo pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. Ele também comentou as declarações do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que afirmou que as autoridades dos Estados Unidos propuseram que o governo brasileiro adquirisse parte do banco Citibank no auge da crise financeira.

– O ministro Lobão deve ter feito uma metáfora. Eu ignoro qualquer oferta feita ao governo brasileiro em relação ao Citibank. Só se os Estados Unidos tiverem feito a oferta a algum banco privado – declarou.

 

AGÊNCIA BRASIL

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