Moinho de trigo volta a funcionar em MT
18 de novembro de 2009

Cinco anos depois de ter as atividades interrompidas, o Moinho Mato Grosso será reaberto com produção inicial de quatro mil toneladas mensais de farinha de trigo e expectativa de, em até seis meses, ampliar para dez mil toneladas, que é a média estimada de consumo interno. A empresa, localizada no Distrito Industrial, retoma as atividades atendendo a uma antiga expectativa dos produtores de trigo em Mato Grosso que agora terão como investir na cultura com mais segurança e vender a matéria-prima no mercado regional. Mato Grosso consome em média 100 mil toneladas de trigo por ano. O produto é proveniente, em sua grande maioria, da Argentina e do Sul do Brasil.

A alta informalidade do mercado, ou seja, a competição com produtos que não recolhem impostos fez com que a indústria encerrasse suas atividades em 2004 após três anos de funcionamento. "Agora temos a garantia do governo do Estado que a situação está resolvida, que não haverá concorrência desleal. Por isso estamos voltando confiantes", ressaltou Carlos Eduardo Francioni, gerente industrial da Moinho Mato Grosso.

Segundo ele, a reativação da indústria teve investimentos superiores a R$ 3 milhões e o atual valor da empresa ultrapassa R$ 10 milhões. O Moinho Mato Grosso é o único do estado e, até que a produção regional de matéria-prima tenha volume, será utilizado trigo do Paraná, Paraguai e Argentina. "Já fizemos testes que comprovam que o trigo produzido no estado é de boa qualidade, falta apenas ampliar a produção. Há municípios que já estão investindo nessa cultura como Chapada dos Guimarães, Alto Taquari e Primavera do Leste", observou Francioni.

Em 2007, através de um projeto encampado pelo Programa de Apoio à Expansão da Cultura Sustentável do Trigo em Mato Grosso (Protrigo), da Empresa de Pesquisa Agropecuária (Empaer) foram plantados 500 hectares de trigo na região de Primavera do Leste e Alto Taquari com produtividade média de 2,3 mil quilos/hectare. Com a notícia da retomada das atividades do Moinho novas experiências já estão sendo desenvolvidas com metas que entusiasmam tanto os produtores quanto os pesquisadores.

Serão produzidos aqui três tipos de farinha de trigo, um para consumo doméstico e dois para consumo industrial, chamado farinha de panificação, em pacotes e sacas de um, cinco, 25, 50 e 1.250 quilos. A farinha tipo 1 (para consumo doméstico) já pode ser encontrada em alguns supermercados com o nome de Belarina.


Gazeta Digital
Autor: Maria Angélica de Moraes

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