Chuva será crucial para desenvolvimento da soja na América do Sul
11 de novembro de 2009

Os compradores de soja estão confiando fortemente em safras cheias no Brasil e na Argentina para suprirem as necessidades da oleaginosa usada em alimentação animal, de acordo com a FAO (Organização de Agricultura e Alimentação), da ONU.

“Apenas essa safra irá nos permitir garantir, a partir de março, estoques amplos e suficientes”, disse Peter Thoenes, economista sênior da FAO.

Os preços de fertilizantes devem reduzir os rendimentos no Brasil, já que os produtores estão tentando cortar os custos, afirmou Thoenes. Na Argentina, as chuvas são necessárias para restabelecer a umidade do solo. Depois que o país sofreu com a pior seca do século no início deste ano, informou a Bolsa de Cereais de Buenos Aires.

Os danos às lavouras da América do Sul têm repercussão nos preços, o que deve aumentar os custos da oleaginosa usada na alimentação de suínos e frangos nos países asiáticos. A colheita da safra sul-americana começa em janeiro.

A demanda por soja irá crescer no próximo ano, já que a recuperação da economia global aumenta o uso da oleaginosa em países emergentes para alimentação animal. A demanda pelo óleo extraído da soja também irá crescer, já que os governos na Europa e na América do Sul aumentam as exigências por mais óleo vegetal no diesel.

Brasil e a Argentina são os maiores produtores de soja, depois dos Estados Unidos. O Paraguay é o quarto maior exportador.
Fonte: Bloomberg

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