Crédito privado para a safra recua
19 de outubro de 2009

Não são apenas os agricultores que estão apreensivos com a rentabilidade da próxima safra, ameaçada por preços em queda e real valorizado. Os fabricantes de insumos e as companhias exportadoras, que costumam financiar a safra, reduziram o crédito.

"O momento é de bastante incerteza e cautela", afirma o vice-presidente executivo da Associação Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola, Amaury Sartori. Ele conta que a maior parte da venda de defensivo (90%) é bancada pela indústria. E, neste momento, o total comercializado de produto está 50% abaixo do esperado para esta época do ano. "O crédito é o grande problema."

Na análise do sócio da RC Consultores Fabio Silveira, o crédito total para o agronegócio ficou praticamente estável neste ano, na faixa de R$ 107 bilhões, mas com nuances. Enquanto o governo abriu as torneiras, o crédito privado se retraiu por causa do maior risco.

O presidente da Aprosoja de Mato Grosso, Glauber Silveira, conta que apenas 20% da produção 2009/2010 do Estado foi comprada antecipadamente pelas tradings.

Os negócios foram fechados a uma cotação superior a US$ 10 por bushel. É uma remuneração superior à atual, que cobre os custos de produção e garante rentabilidade. Esse porcentual vendido antecipadamente até o momento para as tradings é exatamente a metade do volume comercializado no mesmo período de 2008.
Autor: Márcia de Chiara
Fonte: O Estado de São Paulo - SP

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