Exportações: Rondonópolis reduz queda anual e se mantém líder
16 de outubro de 2009

Preferência do mercado externo por grãos alterou o faturamento

Rondonópolis, município localizado a 210 quilômetros ao sul de Cuiabá, é o maior exportador mato-grossense, mas durante os nove primeiro meses de 2009, vem mostrando constante perda no ritmo de negócios, chegando no início do ano, a ceder posição para a agrícola cidade de Sapezal, nordeste estadual. No mês passado, Rondonópolis conseguiu reduzir perdas e comercializou US$ 752,77 milhões, cifras 14,79% inferiores aos US$ 883,46 milhões do acumulado em igual período de 2008.

Durante o exercício atual, a cidade considerada um dos maiores pólos industriais do Estado, chegou a ter retração de mais de 30% nas vendas, refletindo até então a tendência mundial, que no pós-crise, ampliou interesse por grãos, em detrimento ao farelo e ao óleo de soja, por exemplo.

E é justamente neste cenário que Sapezal amplia mês a mês as exportações. De janeiro a setembro deste ano, a cidade ampliou em 71,78% o volume de vendas ao comercializar US$ 515,09 milhões contra US$ 302,17 milhões no realizado em igual período de 2008. Sapezal liderou o ranking estadual em janeiro e fevereiro, ao desbancar de maneira inédita, Rondonópolis.

No ranking nacional, as duas cidades estão entre as 50 maiores exportadoras do Brasil, ocupando a 34ª e a 45ª posições, respectivamente. Entre os 100 maiores do País, Mato Grosso conta com outros seis representes: Sorriso, Cuiabá, Lucas do Rio Verde, Campo Novo do Parecis, Nova Mutum e Primavera do Leste.

ESTADO – Ainda de acordo com dados liberados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) dentro do ranking estadual os municípios citados entre os 100 maiores são também, os oito primeiros. Com exceção de Rondonópolis, todos apresentam evolução positiva na comparação com os nove primeiros meses de 2008.

Sorriso (460 quilômetros ao norte de Cuiabá), município que detém a maior área destinada às lavouras de soja do mundo, mais de 600 mil hectares), tem faturamento 60,29% maior. Neste ano acumula saldo de US$ 375,79 milhões, contra US$ 234,44 em 2008.

A capital do Estado revela a maior variação relativa, 195,50%, mas o assessor econômico da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Carlos Vitor Timo Ribeiro, adverte para o que ele chama de ‘armadilha estatística’, já em até setembro de 2008 Cuiabá havia exportado US$ 121,96 milhões e neste ano apresenta receita de US$ 360,40 milhões. “Tinha um volume menos expressivo e por isso tem agora um percentual alto”.

Lucas do Rio Verde (360 quilômetros ao norte de Cuiabá), conhecido pelo cultivo da soja de variedade precoce e dono da maior área destinada ao milho segunda safra do Estado, ampliou em 39,25% as vendas, passando de US$ 248,89 milhões para atuais US$ 346,60 milhões.

Campo Novo do Parecis (396 quilômetros ao noroeste de Cuiabá), aumentou as vendas em cifras em mais de 30%, ao atingir US$ 344,22 milhões. Nova Mutum (269 quilômetros ao norte de Cuiabá) e Primavera do Leste (239 quilômetros ao sul de Cuiabá), também apresentam a armadilha estatística e contabilizam em 2009 vendas de US$ 327,12 milhões e US$ 224,11 milhões, respectivamente.





Autor: Marianna Peres
Fonte: Diário de Cuiabá-MT

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