Brasil quer abrir mercado na África para o etanol
14 de outubro de 2009

A missão empresarial será nos dias 18, 19 e 20 de novembro, a Moçambique, com pesquisadores e empresários

Gazeta de Piracicaba


A missão empresarial marcada para os dias 18, 19 e 20 de novembro, a Moçambique, com a presença de pesquisadores, empresários e representantes do setor sucroalcooleiro, definirá o que, talvez, seja, na opinião de experts, o futuro do país na rota do etanol.

Segundo cálculos ainda não fechados, mas coordenados pelo administrador de empresas Flávio Castelar, secretário-executivo do Arranjo Produtivo Local do Álcool (Apla), a viagem já tem, cadastrados, entre 20 a 22 empresas ávidas em participar das tratativas em Moçambique.

Localizada na África, numa área de 799.380 quilômetros quadrados e população estimada em mais de 16 milhões de habitantes, Moçambique tem muito interesse na tecnologia e na excelência em estudos relacionados ao álcool combustível (etanol).

Diante de uma realidade que cresce dia a dia - Moçambique recebe investimentos da Europa e da África do Sul - Piracicaba decidiu abrir caminhos para o fomento de negócios e a troca de experiência entre as nações.

A Língua Portuguesa - falada em verso e prosa no Brasil e no país irmão - é um ponto de equilíbrio que pode estreitar ainda mais os laços.

Contato

Em entrevista à Gazeta, Flávio Castelar observa que a missão a Moçambique teve uma primeira etapa no final de setembro.

Na época, ele e outros piracicabanos estiveram na cidade de Maputo, o maior município moçambicano, para fornecer subsídios e apresentar o que Piracicaba e a região têm de melhor em termos de etanol.

De qualquer maneira, será a grande ocasião para Piracicaba, além de empresários de Sertãozinho, Minas Gerais, Matão, e outras localidades paulistas, e brasileiras, mostrar o que Moçambique pode ganhar se adquirir álcool combustível made in Brasil. As condições para isso são excelentes.

Segundo Flávio Castelar, há três projetos, em Moçambique, que tratam exclusivamente sobre a produção do etanol à base de cana-de-açúcar.

No momento, a produção se resume à fabricação do álcool para consumo em forma de bebidas. Para o abastecimento da frota de veículos, a meta é de que os trabalhos comecem a qualquer momento.

Na visita ao país, no final de setembro, Castelar verificou que a parte industrial, com a construção de parques fabris, está em desenvolvimento. ‘Moçambique tem crescido muito nos últimos anos e é inevitável que haja o interesse pelos biocombustíveis”, pondera.

Apoio federal

A missão conta com o apoio irrestrito da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Não há números, sequer montantes estimados, mas é certo que, ao final da rodada de negócios, que deve ser mesclada por seminários e workshops, os empresários e fornecedores de cana brasileiros voltem com boas notícias na bagagem.

Esta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu, durante a reunião da cúpula entre a União Europeia e o Brasil, em Estocolmo, na Suécia, a produção de etanol entre os países. Foi reafirmado o compromisso para os combustíveis renováveis.


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