Agricultores devem concentrar compras de fertilizantes no segundo semestre
29 de setembro de 2009

Ao contrário do ano passado, quando os produtores rurais anteciparam as compras de fertilizantes, em 2009 as vendas devem se concentrar no segundo semestre.

De acordo com a estimativa da Câmara Temática de Insumos, que se reuniu nessa segunda, dia 28, no Ministério da Agricultura, as entregas de fertilizantes aos agricultores, de janeiro a agosto deste ano, devem ficar em torno de 13,4 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 15% em relação às 16 milhões de toneladas do mesmo período do ano passado.

– O que se espera é que no segundo semestre haja uma compensação e até o fim do ano se feche as compras por volta de 22,4 milhões de toneladas, como foi no ano passado – afirmou o presidente da Câmara Temática de Insumos, Cristiano Walter Simon.

Segundo ele, para entender a mudança de comportamento dos produtores, é preciso compreender que a crise financeira mundial trouxe consequências para o setor agropecuário brasileiro, baseado na exportação.

– Na medida em que o produtor não sabe qual é a demanda pelo que produz, ele não faz investimentos – complementa.

Outra explicação seria a expectativa dos produtores em relação aos preços dos insumos, em trajetória de queda. Na comparação com julho do ano passado, por exemplo, os fertilizantes apresentaram uma desvalorização de 36% no mesmo mês de 2009.

Em relação às importações, as estimativas apontam para uma queda de 49% na comparação entre os primeiros oito meses de 2008 (12,3 milhões de toneladas) e deste ano (6,2 milhões de toneladas). A produção interna também deve cair de 5,6 milhões de toneladas, no mesmo período do ano passado, para 4,5 milhões de toneladas neste ano.

As comercializações de defensivos se mantém estáveis, considerando os meses de janeiro a agosto. Enquanto no mesmo período do ano passado foram negociados R$ 6,6 bilhões, e em 2009 R$ 6,5 bilhões.

Uma projeção para o ano inteiro foi feita para o calcário, que deve ter sua produção nacional reduzida de 24,8 milhões de toneladas no ano passado para 19,3 milhões de toneladas este ano, caindo 22%. Segundo Simon, esta época do ano é o momento dos produtores tomarem a decisão sobre seus investimentos, quando a maioria das lavouras começa a ser plantada.

 

AGÊNCIA BRASIL

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