Milho transgênico: cultivo exige atenção redobrada do produtor
23 de setembro de 2009

O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de plantas geneticamente modificadas (transgênicas) a área de soja, por exemplo, já atinge 14 milhões de hectares (ha).

Diferentemente do cultivo da soja transgênica (OGM - organismos geneticamente modificados) que ocupa a maior área nas lavouras mato-grossenses, o plantio do milho GM ainda é considerado recente entre os produtores. Autorizado para o cultivo no Brasil, as primeiras variedades foram liberadas há pouco mais de um ano pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CNTBio).

"A biotecnologia tem avançado muito nos últimos anos e o Brasil não pode ficar para trás na adoção dessas tecnologias. Podemos reduzir significativamente a aplicação de defensivos nas lavouras com o uso de variedades que tenham mecanismos de autodefesa, resistência maior à seca ou maior adaptabilidade ao clima. Não podemos admitir o aumento abusivo de preços das sementes ou dessecantes, a tecnologia precisa representar, de fato, um ganho ao produtor", disse Luciano Gonçalves, gerente técnico da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato).

Considerada o carro-chefe dos transgênicos no país, a soja, por se tratar de uma planta de autofecundação, não exigiu maiores providências quanto à distância de instalação do campo transgênico ao convencional. Já no caso do milho, que tem polinização aberta e cruzada, o espaçamento entre lavouras deve ser rigorosamente observado. “É preciso haver uma barreira para não haver o cruzamento, pois toda a responsabilidade de cumprir as normas de espaçamento recai sobre o produtor de transgênico. Se a irregularidade for detectada após o florescimento, a área poderá ser embargada”, disse Gonçalves.

Para os que optarem pelo milho transgênico, Gonçalves aconselha que sigam a Resolução Normativa 04/07 da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNbio) que normatiza o cultivo:

A resolução apresenta duas alternativas de espaçamento:

1) A distância deve ser no mínimo 100 metros entre uma lavoura de milho transgênico e outra lavoura de milho não-transgênico.

2) Também pode ser empregada uma distância de 20 metros entre os dois campos, desde que na área de milho transgênico sejam plantadas 10 linhas de milho convencional do mesmo ciclo e porte do transgênico, constituindo-se em bordadura que proteja toda a linha de divisa.

Famato

Outras Notícias
16/10/2015 Mudança no PIS/Cofins vai aumentar custos para produtores ru...
16/10/2015 ANTT define medidas para isenção de pedágio para eixos suspe...
16/10/2015 Dólar dita ritmo da venda do milho em Mato Grosso
16/10/2015 Monitoramento da Adapec mostra baixa incidência da ferrugem ...
16/10/2015 Cananéia, uma das referências do sistema brasileiro de defes...
HISTÓRIA | SERVIÇOS | LOCALIZAÇÃO | FALE CONOSCO | WEBMAIL
Todos os Direitos Reservados © 2026