Projeto para zoneamento de cana-de-açúcar não agrada Estados brasileiros
18 de setembro de 2009

O projeto do governo federal para o zoneamento da cana não agradou os Estados. Já entre entidades que representam os plantadores de cana, as reações foram divergentes.  A maioria concorda que o projeto não traz novidades.

A secretaria de Agricultura de São Paulo afirmou que o projeto divulgado nessa quinta, dia 17, pelo governo federal é muito parecido com o zoneamento feito pelo Estado há um ano. Apesar disso, algumas diferenças são fundamentais. Ao contrário do governo federal, o governo paulista não proibiu o plantio em áreas com declividade alta. Para a secretaria de Agricultura de São Paulo, proibir a atividade em declives acima de 12° é um equívoco, pois o que deveria ser vetada é a queima e não o plantio, já que existem colheitadeiras capazes de trabalhar nessas regiões.

Em nota, o governo do Estado de Mato Grosso do Sul, um dos mais atingidos pelo novo projeto, fez duras críticas à falta de fundamentos técnicos do Ministério do Meio Ambiente. Além disso, o governo sul matogrossense afirmou que a atividade produtiva na bacia hidrográfica do Alto Paraguai é permitida, mas existem regras para a utilização desse espaço.

As duas principais entidades de produtores de cana de açúcar, a Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) e a Organização dos Plantadores de Cana da região Centro-Sul do Brasil (Orplana), tem opiniões divergentes.  A Feplana acredita que dificilmente o projeto vai passar pela aprovação do Congresso, porque vários Estados terão problemas com os produtores. Apesar disso, a entidade concorda que é necessário um controle na expansão da cana-de-açúcar no país, principalmente para evitar o excesso de oferta de matéria-prima ou mesmo dos produtos, como o etanol. Já a Orplana afirma que o governo não apresentou nenhuma novidade com a nova proposta. Segundo a entidade, houve uma preocupação grande em preservar áreas da Amazônia e do Pantanal, o que já era um desejo do setor.

 

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