Governo quer Petrobras e Vale nos fertilizantes
14 de setembro de 2009

O governo, com sua mão mais reguladora e interventora, ainda não desistiu de promover uma associação entre a Petrobras e a Vale para fabricar fertilizantes no Brasil, informou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. "Pode haver outras empresas que se interessem", comentou.

"O Eike Batista, por exemplo, se propôs a entrar na sociedade." O projeto de ampliar a produção de fertilizantes no Brasil vem sendo discutido há mais de um ano. "São conversas demoradas", reconheceu o ministro. Lula, porém, não abre mão de reduzir a dependência do País em relação ao produto importado.

No ano passado, a compra de adubo no exterior consumiu US$ 2,4 bilhões, e a de cloreto de potássio, utilizado como fertilizante, outros US$ 3,8 bilhões. O Brasil importa cerca de 90% do cloreto de potássio que usa.

Para garantir seu objetivo, Lula interferiu pessoalmente nos negócios da Petrobras. Há um ano, a estatal petrolífera havia vendido uma mina de silvinita, da qual se extrai o potássio, para uma empresa canadense chamada Falcon. O negócio, estimado em US$ 150 milhões, teve de ser desfeito. A Petrobras foi orientada a pagar multa rescisória, se fosse o caso.


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