Saldo de vagas em MT recua 55%
19 de agosto de 2009

Mesmo diante de balanço positivo, com a geração de 17 mil empregos com carteira assinada, desempenho fica muito abaixo de 2008

Mato Grosso registra um saldo de 17,970 mil vagas de trabalho no acumulado dos últimos sete meses. O número é resultado da diferença entre as demissões e admissões no período, que somaram 180,255 mil e 198,225 mil, respectivamente.

O balanço da empregabilidade foi divulgado nesta terça-feira (18) pelo Ministério do Trabalho e Emprego e são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No país foram abertas 437,908 mil novas vagas de trabalho formal.

Apesar do balanço positivo, o saldo é 55,2% menor que o registrado em igual intervalo de 2008, quando foram contratados 200,840 mil trabalhadores ante a 160,717 mil demissões, números que geraram o saldo de 40,123 mil vagas formais.

Naquela época não se vislumbrava a propalada crise, que afetou muitos Estados, inclusive Mato Grosso, que teve o saldo bastante reduzido, porém que a cada mês vem se recuperando com boas perspectivas para o fechamento do ano.

De acordo com os dados do MTE, o saldo foi puxado pelo setor agropecuário, que registrou 9,628 novos postos de trabalho com carteira assinada, o que corresponde a 53,5% do total, que inclui outros sete segmentos econômicos. No intervalo foram contratados 48,507 mil pessoas e outros 38,879 mil trabalhadores foram demitidos.

O consultor técnico da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Luciano Gonçalves, afirma que o desempenho pode ser dividido entre agricultura e pecuária. Com relação à primeira atividade, ele diz que houve contratação de mão-de-obra por causa do plantio, citando como exemplo o milho safrinha.

Ele diz que a perspectiva é que este número aumente ainda mais em agosto, quando ocorre a preparação para o plantio da safra. E no que se refere à pecuária, ele atribui o resultado à reativação de alguns frigoríficos. "Apesar delas não estarem funcionando em plena capacidade, acabam movimentando o setor, e necessita de trabalhadores".

Outro setor com desempenho significativo foi o de serviços, com um saldo de 4,393 mil. As demissões somaram 35,511 mil e as contratações 39,904.

O vice-presidente da Federação do Comércio, Bens e Serviços de Mato Grosso (Fecomércio-MT), Hermes Martins, considera que o movimento é consequência de uma freada que o empresário deu no início do ano, quando a preocupação com os reflexos da crise internacionais era maior.

"Nos últimos meses a classe empresarial retomou as contratações, que devem ser maiores a partir de setembro, refletindo também no comércio".

Na análise do economista Anaor Carneiro, o desempenho de Mato Grosso é fruto da recuperação econômica, que tem os investimentos como item fundamental para o resultado obtido.

"Principalmente o setor do agronegócio vem recebendo aporte financeiro de muitas empresas, que demandam a contratação de mão-de-obra", diz ao citar que os setores diretamente impactados são o da construção civil, comércio e serviços. Nos sete meses a construção teve saldo de 1,914 mil vagas, com 22,781 admissões e 20,867 mil demissões.

Autor: Fabiana Reis
Fonte: A Gazeta - MT

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