Petrobras e Vale puxam forte baixa na Bovespa
25 de agosto de 2008

Refletindo o cenário externo negativo e a falta de direção das commodities, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda nesta segunda-feira (25). Às 14h59, o Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, cedia 1,87%, para 54.806 pontos.

No âmbito corporativo, as ações da Petrobras puxavam as perdas do dia e caíam mais de 3% - percentual de queda válido tanto para os papéis ON quanto para os PN. Parte da baixa é atribuída às últimas notícias envolvendo a administração das reservas do pré-sal.

A segunda empresa em participação na Bovespa, a Vale, caía junto com os preços das commodities no mercado internacional. As ações ON da companhia caíam 2,85%, enquanto as PN tinham baixa de 2,33% pouco antes das 15h. Além das duas "blue chips", Bradesco, Brasil Telecom, Eletropaulo e Gerdau sofrem fortes baixas no dia.

 

Entre as altas destacavam-se a Gol, com ganho de mais de 5%, e TAM, com alta de 1,5%, ambas impulsionadas pela queda do petróleo no mercado internacional. A TIM Participações registrava valorização superior a 2,5%.


Em Wall Street, o setor financeiro volta a pesar sobre o humor do investidor. A preocupação agora recai sobre as seguradoras, que podem perder suas classificações de risco.

 

  Análise

Segundo o gestor da Vetorial Asset, Sérgio Machado, a baixa liquidez e o comportamento errático da bolsa brasileira refletem a grande dificuldade dos agentes em fazer uma leitura correta do momento atual.


Machado lembra que todos os participantes estão tentando achar alguma direção para bolsa, mas o cenário não permite isso, pois as incertezas sobre a economia e o setor financeiro dos EUA são muito grandes.


Nesse ponto, o gestor alerta sobre o discurso do está barato, então, compra. Para o especialista, há uma perda de referencial de preço. Se tiver uma manutenção da crise por mais tempo, podemos ter uma desaceleração maior da economia que vai nos atingir e esses preços baratos podem ficar ainda mais baratos.

A atitude recomendada pelo gestor é ser conservador e fazer negócios apenas de curtíssimo prazo. "Se está muito difícil prever os próximos dez dias, imagine o longo prazo", afirma.

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