Vendas de defensivos para o algodão devem cair 15%
7 de agosto de 2009

O mercado de defensivos para as lavouras de algodão deve encolher na safra 2009/10. O preço do insumo disparou em 2008, atingindo um nível de preços que não se manteve neste ano. A diminuição do segmento ocorrerá em virtude da queda dos preços e também da redução da área ocupada pela cultura no país.

Segundo projeções apresentadas pela FMC, tradicional fabricante de defensivos para as lavouras de algodão, a receita total do segmento de agrotóxicos para as lavouras dedicadas à fibra será de US$ 450 milhões na safra 2009/10, uma queda de cerca de 15% em comparação com os US$ 530 milhões da temporada 2008/09.

A queda de faturamento é esperada por toda a indústria brasileira de defensivos, não sendo, portanto, exclusividade do setor algodoeiro. No momento, contudo, já se fala em recuo de 10% da indústria no ano, o que faz com que a queda esperada para o segmento da fibra seja maior que a prevista para todo o mercado.

Também a área de plantio de algodão deverá diminuir no próximo ciclo, o que acentua a projeção de queda nas vendas de defensivos para a cultura. O plantio ocorrerá em cerca de 700 mil hectares no país na safra 2009/10, segundo estimativa apresentada pelo presidente da FMC para a América Latina, Antônio Carlos Zem. No ciclo 2008/09, a cultura ocupou 842,3 mil hectares, segundo o novo levantamento feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), apresentado nesta quinta-feira.


Valor Econômico
Autor: Patrick Cruz

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