Brasil reduz demanda de gás natural da Bolívia
22 de julho de 2009

O Brasil reduziu sua demanda de gás natural boliviano, de 30 milhões de metros cúbicos diários (MMCD) a 21 MMCD, desde 14 de julho passado, informaram nesta quarta-feira fontes oficiais.

"Novamente, esta semana foram pedidos e programados apenas 21 milhões de metros cúbicos diários", explicou o presidente da estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB)-Transporte, Cyro Camacho, citado pelo jornal La Razón.


O executivo lembrou que a Bolívia exporta tradicionalmente para o mercado brasileiro 31 MMCD de gás natural, mas desde 29 de dezembro de 2008 os volumes pedidos por Brasil caíram, embora em maio deste ano estivessem em 30 milhões de metros cúbicos por dia.


Camacho afirmou que a queda do bombeamento de gás natural para o Brasil afeta diretamente o refino de produtos como gasolina, gasóleo (diesel) e gás liquefeito de petróleo (GLP).


O Brasil -explicou o jornal La Razón- diminuiu suas importações por uma redução da demanda industrial, principalmente em São Paulo, assim como pelo aumento de sua capacidade produtiva no sistema hidrelétrico.


A Bolívia é o segundo produtor de gás natural na América do Sul, depois da Venezuela.

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