Preços agrícolas internacionais ficarão no patamar atual, prevê Abramilho
22 de agosto de 2008

Os Estados Unidos não recuarão do seu comprometimento com a destinação de milho para a produção de etanol, conforme se viu no relatório de agosto do USDA (o Departamento de Agricultura norte-americano). Além disso, também o preço do petróleo continuará pressionando o dos fertilizantes, mantendo o custo da produção agrícola em alta, incluindo a de milho. Para Odacir Klein, presidente-executivo da Abramilho (Associação Brasileira dos Produtores de Milho), a conjunção desses fatores, aliada a um crescimento da demanda de alimentos, sinaliza que os preços dos produtos agrícolas brasileiros no mercado internacional – em especial os de milho – atingiram um novo patamar em relação aos preços históricos.

De acordo com Odacir Klein, tanto a alta de preço das commodities agrícolas como a do petróleo atingiram patamares significativos porque também estavam servindo como proteção monetária diante do movimento global de desvalorização do dólar. Esse movimento, no entanto, cessou recentemente, trazendo os preços das commodities agrícola e não-agrícolas (petróleo) para um patamar mais razoável. “Importa salientar que esse nível de preços não cairá mais em relação aos preços históricos”, reitera Odacir Klein.

Ele ressalta também que “embora a safra americana de milho em agosto tenha uma previsão 4,9% superior à do mês de julho, os Estados Unidos ampliaram o total de produção que pretendiam destinar ao etanol, de 3,95 bilhões de bushels em julho para 4,1 bilhões de bushels”. No mês passado, juntamente com outros produtores brasileiros de milho vinculados à entidade, Odacir Klein ouviu dos técnicos do USDA, o departamento agrícola dos Estados Unidos, que o caminho seria exatamente esse: o de reforçar o apoio interno à produção de etanol de milho.

Para o presidente-executivo da Abramilho, as exportações do agronegócio, com previsão de alta de 27% sobre as de 2007, passando de US$ 58,4 bilhões para US$ 74 bilhões, de acordo com a Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, receberão uma grande contribuição do milho. “Além de um mínimo de 11 milhões de toneladas de milho in-natura, queremos ampliar nossa participação na exportação de proteína animal, via indústria de rações”, assinalou Odacir Klein.

Autor: Assessoria

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