Produção de fertilizantes em Mato Grosso diminuirá frete
22 de agosto de 2008



Mato Grosso terá uma redução de pelo menos US$ 126,54 no custo do frete decorrente da compra de fertilizantes quando a indústria de produção do insumo estiver em operação no Estado. O setor produtivo, representado pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) já investiu R$ 1,661 milhão dividido em duas fases para a exploração de fósforo no Estado. A jazida está localizada na região do Planalto da Serra e a previsão é que o estudo seja concluído em março de 2009.

O andamento do projeto foi apresentado ontem durante seminário sobre a importação de fertilizantes realizado pela Aprosoja e pela a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), na sede da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato).

Do total investido, R$ 441 mil foram destinados à aquisição da área e levantamento sobre a ocorrência de fósforo no solo estadual. O restante, R$ 1,2 milhão, será aplicado nas perfurações para quantificar o volume de fósforo existente no local e a que profundidade. Para se ter uma idéia do benefício que a indústria trará para o bolso do agricultor estadual, somente com o transporte da tonelada do insumo do porto de Santos até Sorriso, o produtor de soja gasta US$ 126,54. Já o insumo que chega em Rondonópolis é um pouco mais barato, US$ 98,77. Já o sojicultor que tem de levar o produto para Cascavel (PR), desembolsa US$ 24,59/tonelada e o de Ponta Grossa (PR), tem um custo de US$ 15,43/t, segundo dados da AG Rural.

O presidente da Ampa, Gilson Pinesso, afirma que o estudo está em fase inicial e que se tudo der certo em um período de dois a quatro anos a indústria poderá ser montada e explorada em prol do setor produtivo local, já que reduzirá sensivelmente as despesas com o custo do insumo, que é em sua maioria importado, elevando as despesas com a produção, o que reflete no preço final. "Na produção de algodão, o fertilizante tem uma participação de 35% nos custos. É uma cultura que demanda muito insumo na preparação do solo, diferente das outras culturas como a soja", diz ao exemplificar que a oleaginosa, por exemplo, necessita de 35 kg por hectare para adubação, enquanto que o algodão precisa de 1,350 kg/ha.

Para o presidente da Aprosoja, Glauber Silveira da Silva, a operação de uma fábrica de fertilizantes no Estado não se restringe apenas à queda nos custos do produtor, mas também poderá refletir no preço do insumo, que aumentou 116,3% de julho de 2007 a maio deste ano, passando de US$ 275/t para US$ 595/t. "O objetivo da Aprosoja com este projeto é que o mercado de fertilizantes no Brasil fique mais competitivo, o que tende a beneficiar o produtor, que terá disponível para compra o insumo com um preço menor".

 

Autor: A Gazeta

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