Aprosoja se encontra com ministro e leva solicitações ao Mapa
21 de agosto de 2008


Exploração de fósforo em Mato Grosso, a implantação da Câmara Setorial da Soja, prêmio do governo federal ao milho e endividamento agrícola foram os temas discutidos na reunião entre o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Glauber Silveira da Silva e o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Reinhold Stephanes, na tarde de ontem, em Brasília.

De acordo com o presidente da entidade, a conversa foi amistosa e o ministro, que foi mais ouvinte que falante, garantiu ajuda em alguns pontos apresentados pelo setor produtivo, mas não tomou providências concretas e emergenciais.

Sobre a possibilidade de se explorar o fósforo existente no subsolo de Mato Grosso, Silva disse que o ministro prometeu estudar o assunto e que poderá até disponibilizar recursos para ajudar a custear as pesquisas.

O presidente da Aprosoja afirma que o projeto que a entidade está executando vai começar nos próximos dias a fase da perfuração do solo, depois de ter feito todo o mapeamento sobre a existência do insumo para a agricultura em terras mato-grossenses.

"Depois do levantamento e mapeamento das áreas, vamos começar a perfurar para saber a quantidade de fósforo existente. E o ministro reconheceu a importância do insumo para a produção nacional e está disposto a ajudar".

Já com relação aos preços do milho, um dos problemas enfrentados pelos agricultores atualmente, a entidade expôs o agravante da retração no preço da commoditie.

Há cerca de um mês a saca com 60 kg do grão foi vendida em média por R$ 18, e atualmente caiu para R$ 12, retração de 33,3%. Entre as propostas apresentadas pela entidade é aumentar o prêmio do milho, pago pelo governo federal nos leilões.

O presidente não fala em quanto o preço pode ser majorado em relação aos atuais R$ 14,38, mas diz que outra alternativa é aumentar a quantidade de milho leiloado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

"A redução nos preços já está trazendo um prejuízo em torno de R$ 150 por hectare em Sapezal e de aproximadamente R$ 98/ha em Sorriso", diz ao informar que a baixa é decorrente da maior oferta do produto no mercado.

Autor: A Gazeta


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