Disputa por indústria da Petrobras pode ser novo round entre MS e MT.
3 de junho de 2009

Construção de uma indústria da gigante Petrobras projetada para dobrar a produção nacional de fertilizantes pode rivalizar de novo Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, estados que acabaram de medir forças pela escolha da cidade-sede da Copa-2014.  

 

A Petrobras confirmou a criação da fábrica, mas impõe mistério quanto à região que pretende se instalar.

A assessoria da empresa informou ao site Midiamax meio de comunicação do estado de Mato Grosso do Sul via e-mail que o projeto industrial “está dentro do planejamento estratégico da companhia e em fase de estudo conceitual inicial”.

O comunicado sustenta ainda que a fábrica nova vai produzir uréia granulada e perolada e o novo produto já chamado de Reforce N [uréia pecuária].

Também de acordo com a assessoria, não há estimativa de custo do investimento e também mercados que serão atendidos, já que não foi definido o local de instalação da planta, que começa a fabricar a uréia a partir de 2013.

Quanto à construção do empreendimento, a estimativa da Petrobras é que o projeto seja tocado já a partir do ano que vem.

A capacidade de produção prevista, segundo a companhia, é de 1 milhão de toneladas por ano, cálculo que dobraria a fabricação dos fertilizantes.

Recompensa

Reportagem publicada nesta terça-feira pelo jornal Diário de Cuiabá afirma que MT e MS concorrem pelo projeto da Petrobras há pelo menos três anos.

O jornal, que construiu o material com informações de uma fonte consultada do Ministério das Cidades, cita ainda que a companhia deva aplicar ao menos R$ 2 bilhões na construção da fábrica, entre investimentos próprios e paralelos.

E mais: a fonte consultada suspeita ainda que Mato Grosso do Sul possa agora levar a melhor sobre Mato Grosso por ter ficado fora da Copa-2014.

A fonte revela ao jornal que, por recomendação do presidente Lula, não haveria “derrotados” na escolha das cidades-sedes.

Servidores do governo de MT empregados em Brasília estariam de olho no projeto. Tanto que, segundo o jornal, o secretário adjunto do governo mato-grossense, Jéferson de Castro, tentava nesta terça-feira marcar uma audiência no ministério das Minas e Energia para tratar do assunto.

O estudo industrial em questão, afirma o jornal, cuidaria do mercado em toda a região Centro-Oeste, além de Minas Gerais e Rondônia.

A fábrica deve ficar pronta em três anos, antes da Copa-2014. Projeto igual já é tocado nos estados da Bahia e do Sergipe.

 

 

 
Fonte: Celso Bejarano Jr.
com MidiaMax

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