Mato Grosso pode reduzir em 12,5% área de algodão em próxima safra
19 de agosto de 2008


Mato Grosso terá redução de 12,5% na área destinada ao cultivo de algodão na safra 2008/2009. A estimativa é da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), após levantamento feito junto aos cotonicultores do Estado, que informaram a intenção de diminuir a área direcionada à cultura. O diretor-executivo da entidade, Décio Tocantins, informa que o percentual é resultado de uma primeira pesquisa, que será refeita bimestralmente ao longo do ano agrícola para quantificar a área que efetivamente foi utilizada.

Entre os motivos apontados pelos produtores para a queda na área do algodão está a alta nos custos para a produção, associada à baixa rentabilidade com os preços da commoditie em relação a outras culturas, como soja e milho safrinha. "As despesas estão elevadas, e quem exporta está enfrentando o dólar está em baixa, o que favorece a importação do produto de outros países, forçando para uma queda no preço do algodão produzido no país", diz Tocantins ao lembrar que Mato Grosso é o maior produtor brasileiro de algodão.

Apesar do percentual estimado pela Ampa, cotonicultores do Estado afirmam que em algumas propriedades a redução na área será ainda maior. O produto, Benjamin Zandonadi, que também é diretor da Algodoeira Campo Verde, localizada no município de mesmo nome, afirma que na fazenda dele a redução chegará a 40%. Entre os fatores que estão motivando a baixa está a alta no custo dos fertilizantes que conforme ele, dependendo do produto apresenta alta de 100% em relação à última safra.

"Se na safra passada, compramos fertilizantes por US$ 500 a tonelada, neste ano este o mesmo insumo está custando US$ 1 mil, o que está levando os produtores a migrarem do algodão para a soja e o milho", diz ao explicar que em um ano agrícola optando pela por estes dois últimos é possível cultivar os dois, enquanto que com o algodão, a safra é destinada exclusivamente a ele.

Outro entrave citado pelo produtor é com relação aos custos com combustíveis. Ele diz que como é uma cultura mecanizada há um consumo maior de óleo diesel se comparado à soja, por exemplo. "Enquanto que em um hectare de soja gasta-se uma média de 25 litros do combustível, com o algodão gastamos 80 litros, uma diferença muito grande". Outro produtor de Campo Verde, que preferiu não ser identificado, diz que na fazenda dela a área terá uma retração de 30%.

Autor: A Gazeta

Outras Notícias
16/10/2015 Mudança no PIS/Cofins vai aumentar custos para produtores ru...
16/10/2015 ANTT define medidas para isenção de pedágio para eixos suspe...
16/10/2015 Dólar dita ritmo da venda do milho em Mato Grosso
16/10/2015 Monitoramento da Adapec mostra baixa incidência da ferrugem ...
16/10/2015 Cananéia, uma das referências do sistema brasileiro de defes...
HISTÓRIA | SERVIÇOS | LOCALIZAÇÃO | FALE CONOSCO | WEBMAIL
Todos os Direitos Reservados © 2026